sexta-feira, 8 de abril de 2011

Outono...estação nostalgia...


Recordo-te como eras no último outono.
Mais além de teus olhos ardiam os crepúsculos.
Folhas secas de outono giravam em tua alma.
Pablo Neruda

quinta-feira, 7 de abril de 2011

OS DESEJOS DO AMOR - GIBRAN KAHLIL GIBRAN

OS DESEJOS DO AMOR
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De se diluir no amor e ser como um riacho que canta a sua melodia para a noite...
De conhecer a dor de sentir ternura de mais...
De se ferir por vossa própria compreensão do amor...
De sangrar de bom grado e com alegria...
De despertar na aurora com o coração alado e agradecer por um novo dia de amor...
De descansar ao meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor...
De tornar à casa de noite, com gratidão...
E de adormecer com uma prece no coração, para o ser bem amado, e nos lábios uma canção de bem aventurança...
(Gibran)


segunda-feira, 21 de março de 2011

Falando de amor....

Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 2 de março de 2011

FELIZ CARNAVAL!!!!!!!!!

"... Ando escravo da alegria,
hoje em dia minha gente,
isto não é normal!
Se o amor é fantasia,
eu me encontro ultimamente,
em pleno Carnaval"...
(Toquinho e Vinícius de Morais)
Feliz Carnaval!!!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Noite na Ilha - Neruda

Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quando te vais... Pedro Simões Neto - Natal/RN


Quando te vais
um genocídio
defloresce
milhares
de tu e eu.
Ocasiono-me
então,
enquanto
amanheces
prematura
madrugada.

Desabitado
encho-me
de um vazio
cheio de azul
da tua ausência.
Sou pássaro
desnidificado,
seca
cigarra
invernada
tanto
que não se cantou.

Quando voltas
o dia
habita em mim.
Cheiro os sons
escuto as cores
degusto
as miragens,
desconstruo
as palavras
inúteis
ociosas
e precárias.

Nunca te vás
de mim
amor
para que
não me
ensombreça
carente
de essência
nem me enraíze
nas cinzas
do nada
negando-te
o húmus
da tua
frutificação
o fruto
da minha
redenção.

Pedro Simões Neto,escritor,educador,advogado - 
 estudioso da historia e pesquisa dos nomes e fatos
 da literatura norte-riograndense e brasileira.
psimoes.neto@hotmail.com