Feliz outono...
segunda-feira, 28 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Falando de amor....
Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
(Fernando Pessoa)
quarta-feira, 2 de março de 2011
FELIZ CARNAVAL!!!!!!!!!
"... Ando escravo da alegria,
hoje em dia minha gente,
isto não é normal!
Se o amor é fantasia,
eu me encontro ultimamente,
em pleno Carnaval"...
(Toquinho e Vinícius de Morais)
Feliz Carnaval!!!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Noite na Ilha - Neruda
Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Quando te vais... Pedro Simões Neto - Natal/RN
Quando te vais
um genocídio
defloresce
milhares
de tu e eu.
Ocasiono-me
então,
enquanto
amanheces
prematura
madrugada.
Desabitado
encho-me
de um vazio
cheio de azul
da tua ausência.
Sou pássaro
desnidificado,
seca
cigarra
invernada
tanto
que não se cantou.
Quando voltas
o dia
habita em mim.
Cheiro os sons
escuto as cores
degusto
as miragens,
desconstruo
as palavras
inúteis
ociosas
e precárias.
Nunca te vás
de mim
amor
para que
não me
ensombreça
carente
de essência
nem me enraíze
nas cinzas
do nada
negando-te
o húmus
da tua
frutificação
o fruto
da minha
redenção.
Pedro Simões Neto,escritor,educador,advogado -
estudioso da historia e pesquisa dos nomes e fatos
da literatura norte-riograndense e brasileira.
psimoes.neto@hotmail.com
estudioso da historia e pesquisa dos nomes e fatos
da literatura norte-riograndense e brasileira.
psimoes.neto@hotmail.com
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
PRESENÇA
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
BENDITO AMOR!
Bendito Amor!
(procura-se autor)
Bendito amor...mil vezes bendito
Esse amor que grita e morde nosso peito,
Com mil bocas de carícias e desejos...
Transforma, nos faz tremer com um beijo!
Bendito amor, proibido, encarcerado...
Justo e belo encaixe de anatomias,
Que transgride leis e ignora o pecado
Vestindo-nos de esperança e fantasias.
Transgressor por si só abençoado,
Nos sorrisos, na emoção, no perdão...
Que mesmo golpeado luta e se faz forte,
Ainda que o mundo o pise, jogue no chão...
Bendito amor, que nos faz cativos,
Surdos aos hipócritas do mundo...
Doces feras em busca de carinhos
Enfrentando vendavais, todos e tudo...
Bendito amor! - Mil vezes bendito,
Quando estou aninhada em seus braços,
Bebendo vida, brilhando em seus olhos,
Alisando com meus dedos seus traços...
Bendito amor! - mil vezes bendito
Esse amor tão lindo e proibido...
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